quarta-feira, 30 de maio de 2012

" O Rei e o Baião" Llivro Que Marcou o Centenário do Rei do Baião: Luiz Gonzaga,Serié Luxo; Organizado Por Bené Fonteneles, Patrocinado Pelo Ministério da Cultura... E Viva Luiz Gonzaga!!!

Este Exemplar Faz Parte do Acervo Museu do Gonzagão de Serrinha Bahia.
Com uma cerimônia emocionante o livro “O Rei e o Baião” foi lançado na manhã desta sexta-feira (17), no auditório do Ministério da Cultura. Estiveram presentes no evento o ministro da Cultura, Juca Ferreira, o organizador da obra, Bené Fonteles, e a secretária executiva da Fundação Athos Bulcão, Valéria Cabral. O livro resume, numa publicação recheada de fotografias e belos textos, a trajetória de Luiz Gonzaga, um dos grandes ícones da cultura brasileira e nordestina. “O Rei e o Baião” tem como objetivo fomentar e intensificar a obra do artista, que completaria 98 anos na última segunda-feira, 13 de dezembro, data em que o livro foi lançado em Recife. O organizador da Obra, Bené Fonteles, destacou a importância de Luiz Gonzaga para a música brasileira. “Sem Luiz Gonzaga não existiria Gil, nem Vandré, nem Caetano, nem Edu Lobo, nem muita gente da música popular brasileira. Luiz Gonzaga é um dos seis compositores que formam o pilar da música popular, como Villa Lobos, como Tom Jobim, como Pixinguinha, como Noel Rosa e como Dorival Caymmi”. Fonteles também agradeceu a participação do ministro Juca Ferreira no projeto, uma parceria entre a Fundação Athos Bulcão e o Ministério da Cultura. “Tenho um profundo agradecimento pelo ministro, pois sem ele esse livro não teria saído, e pelo respeito que ele tem pela diversidade cultural brasileira”. Bené Fonteles aproveitou a oportunidade para ressaltar a importância dos nordestinos para Brasília e explicou que Luiz Gonzaga foi a trilha sonora da construção da capital. “Muitos nordestinos morreram construindo essa cidade. A minha homenagem hoje é para eles”. Emocionado, ele chamou o taxista, Seu Ari, e o presenteou com um exemplar do livro. “Eu dei o primeiro livro para o Juca, mas o segundo livro será dado para uma pessoa especial. Tenho a honra de ter o Ari como amigo, ele é apaixonado por Luiz Gonzaga. Ontem eu fiz uma corrida com ele e ele foi falando e cantando as músicas de Luiz Gonzaga”. Fontele explicou que Seu Ari chegou em Brasília em 1957 e que ele representa os nordestinos que construíram a cidade e ajudaram a disseminar a música de Luiz Gonzaga. Juntos, seu Ari e Fonteles cantaram um trecho da música Boiadeiro, de Gonzaga. O ministro Juca Ferreira também se emocionou ao contar a importância da música de Luiz Gonzaga para ele durante o período em que ficou exilado. “Gonzaga era o único músico brasileiro que toda vez que eu ouvia no exílio, eu era transportado rapidamente para o Brasil. Eu diria que ele foi, junto com outros, o repertório que me ajudou a viver esses oito anos obrigatórios fora do Brasil”. O ministro afirmou ainda que a importância de Gonzaga extrapola a esfera cultural. “Mais do que importante para a cultura brasileira, Luiz Gonzaga é importante para o nordeste. Talvez sem ele, a hierarquia de regiões, o monopólio da imagem e da identidade, teriam se fixado mais fortemente no centro-sul,”. Segundo ele, o músico contribuiu para a formação da identidade nordestina. “Além da contribuição cultural, ele tem uma contribuição importante por ter alargado a perimetral da identidade cultural brasileira, incorporando os nordestinos com conseqüências tão profundas”, completou. Juca Ferreira fez questão de explicar que o lançamento do livro não é um ato isolado, já que dia 28 de dezembro será lançado, no cais do Recife, o projeto Casa Cais do Sertão, um centro cultural que será construído em torno da figura de Luiz Gonzaga. O lugar será destinado à memória e a uma série de atividades culturais que terão o objetivo de ressaltar não só a obra do músico como também a música popular nordestina e todas as dimensões da cultura popular. Durante o lançamento, o sanfoneiro Marcus Faria e os músicos Toninho Vieira e Antônio Cecílio tocaram repertório de Luiz Gonzaga.







segunda-feira, 28 de maio de 2012

Visita do Ator e Comediante; Pisit Mota ao Memorial Luiz Gonzaga, no Primeiro Salão Baiano de Turismo de Salvador. No Centro de Convenções da Bahia.

Ator e Comediante Pisit Mota e o Pesquisador Guilherme Machado, na Exposiçao; do Museu do Gonzagão de Serrinha Bahia.


O Teatro é a arte da tradução dos sentimentos alheios. Seja qual for o sentimento, o ator é quem recebe a incumbência de traduzí-lo de maneira única e fugaz. O professor de teatro é o tradutor das necessidades da força dessa arte para todos os seres em constante formação da concepção do mundo. Sou Edivaldo Rodrigues da Mota Filho, mas podem me chamar de Pisit Mota, meu apelido desde os seis meses de idade e nome artístico. Nasci numa família de nove irmãos, filho de um pescador de nome Edivaldo e uma dona de casa por nome Romilda. Nasci no município de Canavieiras, cidade com 35 mil habitantes, localizada na região sul da Bahia. Lá iniciei meus primeiros contatos com o teatro. Minha profissionalização como ator se iniciou há dez anos na cidade de Salvador. Sou graduado em Licenciatura Teatral pela Universidade Federal da Bahia, com especialização e pesquisa sobre a violência no ambiente educacional focando o bullying, essa pesquisa culminou no projeto a Violência em Cena: O Ensino de Teatro e a Discussão do Bullying no Ambiente Escolar, incorporando uma experiência com jovens de diferentes faixa etária. Para estes jovens, a ação possibilitou inúmeras contribuições artísticas e educacionais no intuito do fortalecimento da autonomia e transformação de seus potenciais artísticos, concretizada através da realização de uma encenação teatral em prol do entendimento e da minimização da violência e do bullying no ambiente escolar. A metodologia usada como mola propulsora foi a do teatro do oprimido de Augusto Boal. A proposta metodológica está pautada na pedagogia do Oprimido de Paulo Freire, criando um espetáculo de caráter revelador dos agentes violentos dentro do ambiente escolar. A abordagem da violência no ambiente escolar muda de acordo com a perspectiva em que é observada e analisada. Portanto, nosso objeto de pesquisa se propôs a esclarecer e a situar o educando sobre os diversos tipos de agentes violentos presentes no ambiente educacional, através da metodologia do Teatro do Oprimido. A proposta era que as atividades pudessem conscientizá-los das principais formas de opressão. O objetivo fundamental da pesquisa é discutir a prática Bullying em Cena. O Teatro nos ajuda a conhecer melhor cada um de nós e a nossa realidade dentro e fora do ambiente educacional. Acredito que o teatro é uma forma de conhecimento e deve ser também um meio de mobilização dentro da sociedade.




domingo, 27 de maio de 2012

Forrozeiro Adelmário Coelho: Visita o Museu do Gonzagão de Serrinha, No Primeiro Salão Baiano de Turismo, no Centro de Convenções em Salvador Bahia... No Centenário do Rei do Baião Luiz Gonzaga.

O Pesquisador Guilherme Machado e o Forrozeiro Adelmário Coelho.


 Guilherme Machado Exibe o Novo  Cd no Baú do Gonzagão do Forrozeiro Adelmário Coelho.
Guilherme Machado, Adelmário Coelho e o Monitor Miguel Angelo.
Monitor Heleno Fontes e Adelmário Coelho.

Novo Cd de Adelmário Coelho: Abrindo o Baú de Luiz Gonzaga 2012
                                


 
Nascido e criado no interior da Bahia, em Barro Vermelho, distrito de Curaçá, Adelmário Coelho sabia desde criança, ouvindo rádio, que o forró seria uma das suas maiores paixões. Mas antes disso, labutou com a terra e migrou para Salvador para "tentar" a vida. A aventura só estava começando. Ele serviu o exército, rodou táxi, foi técnico de segurança do Pólo Petroquímico por 20 anos, mas nunca esqueceu sua grande paixão, o forró.  Já em Salvador, Adelmário Coelho gostava de ouvir o ritmo em um bar no bairro de Itapoan, chamado Uauá, onde costumava dar canjas. A partir daí, ganhou incentivo dos amigos para gravar um LP. Em uma viagem de férias à Caruaru - Pernambuco, Adelmário Coelho, com a ajuda dos compositores Onildo Almeida e Edson Lima, resolveu gravar um disco, que foi intitulado "No Balanço do Forró". O trabalho agradou a toda a família, que cobrava intensamente a gravação de um outro disco, para que o sonho de Adelmário Coelho fosse realizado em bom tom. O tempo passou e, quando estava de férias, o forrozeiro rumou novamente à Caruaru. Foi aí que resolveu gravar um outro disco, "Não fale mal do meu país", cuja canção de mesmo nome impulsionou o artista dentro do cenário musical. Esse CD veio com mais qualidade e maior número de cópias (3 mil) e, por incrível que pareça, o transporte que conduzia os discos tombou na estrada e foi saqueado no interior da Bahia. Poderia parecer drástico, se não fosse o inicio de uma historia de sucesso. As pessoas que ouviam o disco ficavam encantadas e entravam em contato para contratar shows do cantor. Como ele só conhecia o grupo de forrozeiros do restaurante Uauá e ainda não tinha nenhum músico, convidou alguns integrantes, lugou uma Kombi e, literalmente, seguiu por um caminho.  As viagens, então, não pararam de ser solicitadas. Para não dissociar a família, a esposa de Adelmário Coelho, Marinalva Coelho, identificada como "o coração da família Coelho" pelo próprio artista, sugeriu que os filhos subissem ao palco com o pai. Dessa forma, todos estariam sempre juntos e estaria garantida a união da família. Não deu outra, logo os herdeiros formaram o corpo de baile e ela, que antes era nutricionista, passou a compor o lado teatral e o núcleo de dança do grupo. Adelmário Coelho, o ex-técnico de segurança do Pólo, no inicio até conciliou as duas funções, mas decidiu optar pela carreira de cantor, posto que a própria vida impôs, já que nunca tinha trabalhado a voz, apenas possuía ouvidos aguçados para a música.  Quando decidiu se profissionalizar, Adelmário buscou trabalhar com uma fonoaudióloga, fazer aulas de canto e perseguir a perfeição com total disciplina. É por tudo isso, pelo talento nato, força de vontade, carisma, autenticidade e rara beleza vocal que Adelmário Coelho é considerado hoje um dos maiores forrozeiros do país, com uma carreira consagrada em todo o Brasil.



Dois Malungos se Encontram no Memorial Luiz Gonzaga: Guilherme Machado e Eugenio Avelino " Xangai" no Primeiro Salão Baiano de Turismo da Bahia em Salvador Bahia.

Pesquisador Guilherme Machado e o Poeta Cantador Xangai.
Xangai e Guilherme Machado Jantando em Serrinha Bahia.
Xangai no Palco do 1º  Salão Baiano de Turismo da Bahia.

Eugênio Avelino, popularmente conhecido como Xangai (Itapebi, 20 de março de 1948) é um cantor, compositor e violeiro brasileiro. Nasceu às margens do Córrego do Jundiá, afluente do Rio Jequitinhonha, na zona rural do município de Itapebi, no extremo sul da Bahia. Filho e neto de sanfoneiro, ainda aos 18 anos fixou-se com os seus pais na cidade de Nanuque, no norte de Minas Gerais. Xangai é descendente direto do bandeirante João Gonçalves da Costa, fundador do Arraial da Conquista, atualmente Vitória da Conquista. Viveu em Vitória da Conquista, na Bahia, de onde recebeu a influência que o tornou um cantor sertanejo. Seu pai era proprietário de uma sorveteria chamada Xangai na cidade de Nanuque, daí se originando o seu apelido e atual nome artístico. No ano de 1976, gravou o seu primeiro disco, "Acontecivento", com destaque para as músicas Asa Branca, Forró de Surubim e Esta Mata Serenou. Apresenta na Rádio Educadora da Bahia o programa "Brasilerança", através do qual contribui para a divulgação da cultura musical da região nordestina brasileira. É considerado como o melhor intérprete de Elomar, propiciando inclusive a facilitação do entendimento das composições deste compositor classificado como erudito por muitos. Em 1999 foi convidado a participar do álbum de comemoração de 100 anos do Esporte Clube Vitória, time do seu coração. Participou com o cantor Waldick Soriano dos últimos shows da carreira deste antigo nome da chamada música brega brasileira, inclusive na cidade natal de Waldick, Caetité, em 26 de maio de 2007.

Dois Poetas Sertanejos no Memorial Luiz Gonzaga: Bule Bule & Guilherme Machado, no Primeiro Salão Baiano de Turismo da Bahia. No Centro de Convenções de Salvador Bahia.

Pesquisador Guilherme Machado e o Poeta Bule Bule.
Vice-Presidente da Astroveres: Guilherme Machado e o Poeta Bule Bule.
Cantor; J. Veloso, Guilherme Machado e Bule Bule.
Guilherme Machado e Bule Bule em Uma Homenagem ao Senhor do Bonfim da Bahia.

Antônio Ribeiro da Conceição, nome artístico Bule Bule, nascido em 22 de outubro de 1947, na Cidade de Antônio Cardoso no Estado da Bahia, musico, escritor, compositor, poeta, cordelista, repentista, Ator e cantador.Ao longo dos seus mais de trinta e oito anos de carreira gravou  seis Cd’s  (Cantadores da Terra do Sol,  Série Grandes Repentistas do Nordeste, A fome e A vontade de Comer, Só Não Deixei de Sambar, Repente Não Tem Fronteiras e Licutixo), quatro livros editados (Bule Bule em Quatro Estações, Gotas de Sentimento, Um Punhado de Cultura popular, Só Não Deixei de Sambar), mais de oitenta cordeis escritos, participação em vários seminários como palestrante, varias peças teatrais e publicitárias agraciadas pelo Prêmio Colunista. Milhares de apresentações durante a sua carreira. Atualmente ocupa o cargo de Gerente de Cultura da Prefeitura Municipal de Camaçarí, diretor da Associação Baiana de Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia e da Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel. Recentemente foi premiado com o Prêmio Hangar De Música no Rio Grande do Norte junto com Margaret Menezes e Ivete Sangalo.